{"id":606,"date":"2014-06-06T07:30:18","date_gmt":"2014-06-06T07:30:18","guid":{"rendered":"https:\/\/oespelhonegro.com\/?p=606"},"modified":"2014-05-30T13:39:44","modified_gmt":"2014-05-30T13:39:44","slug":"runenmagie-runas-e-a-historia-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oespelhonegro.com\/?p=606","title":{"rendered":"Runenmagie: Runas e a Hist\u00f3ria &#8211; Parte I"},"content":{"rendered":"<p>Hail!*<\/p>\n<p>E chega a nossa Sexta-Feira em honra \u00e0 Mardoll (Freyja) e suas runas!<\/p>\n<p>Como prometido, vou come\u00e7ar a explana\u00e7\u00e3o do que s\u00e3o runas sob a \u00f3tica hist\u00f3rica (registros, teorias e arqueologia) e a vis\u00e3o mitol\u00f3gica (Aesir e Wanen). Estas \u00faltimas ainda tem subdivis\u00f5es bastante interessantes que iremos explorar ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>RUNAS E A HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/GallehusHornInscription.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-607\" src=\"https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/GallehusHornInscription.jpg\" alt=\"GallehusHornInscription\" width=\"320\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/GallehusHornInscription.jpg 320w, https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/GallehusHornInscription-300x152.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dentro do imagin\u00e1rio popular, se pensarmos rapidamente na origem de instrumentos ligados \u00e0 magia e ao paganismo, principalmente os envoltos de mist\u00e9rios (como Runas e Tarot) temos a tend\u00eancia de deixar a fantasia vagar e pouco nos fixamos nos fatos.<\/p>\n<p>Assumo que para mim, descobrir que as runas tem registros v\u00e1lidos em tempos mais recentes do que eu previa foi um baque num ch\u00e3o raso. Em minha concep\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria e os mitos se mesclavam em dado ponto em certa \u00e9poca. Tive por base teorias exot\u00e9ricas que tentavam comprovar a veracidade de mitos, e nisso me perdi. Caindo em eloq\u00fc\u00eancia somente posteriormente, com um estudo superficial e compreens\u00e3o mais ampla sobre o assunto.<\/p>\n<p>Runas, como as conhecemos hoje, para chegarem a este ponto sofreram grandes e diversas mudan\u00e7as durante os anos em que se disseminaram pela Europa. Como j\u00e1 citado, em v\u00e1rios pontos distintos do continente foram encontrados registros e artefatos que comprovam a utiliza\u00e7\u00e3o dos talism\u00e3s e do alfabeto r\u00fanico gravados em rochas. Ainda com todo este material, n\u00e3o se pode precisar em que \u00e9poca se deu a origem real dos grifos. O per\u00edodo mais convincente \u00e9 o que se situa pr\u00f3ximo ao ano 1300 AEC. Com esta falta de registros mais s\u00f3lidos, os historiadores, pesquisadores e antrop\u00f3logos tomam o rumo da especula\u00e7\u00e3o e com os rastros encontrados parte-se ent\u00e3o para a formula\u00e7\u00e3o das teorias.<\/p>\n<p><strong>1-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Teorias<\/strong><\/p>\n<p>Das quatro mais conhecidas e divulgadas, duas j\u00e1 foram descartadas por n\u00e3o serem compat\u00edveis com outros achados arqueol\u00f3gicos e as datas n\u00e3o s\u00e3o convincentes.<\/p>\n<p>S\u00e3o elas:<\/p>\n<p><em>&#8211; Latina\/Romana:<\/em>\u00a0defende que o as runas foram originadas de uma adapta\u00e7\u00e3o do alfabeto latino. A semelhan\u00e7a entre alguns s\u00edmbolos e as letras \u00e9 o que d\u00e1 base \u00e0 teoria. Contudo, achados arqueol\u00f3gicos anteriores \u00e0 data atribu\u00edda de quando teria ocorrido a origem do alfabeto tornam a vers\u00e3o inv\u00e1lida.<\/p>\n<p><em>&#8211; Grega:<\/em>\u00a0posterior \u00e0 romana, diz que os godos reformularam a escrita cursiva dos gregos e exportaram esta nova escrita por certa regi\u00e3o da Europa (Mar Negro \u2013 Escandin\u00e1via). V\u00e1rios achados na R\u00fassia e Rom\u00eania comprovam a teoria, mas datas desencontradas tamb\u00e9m d\u00e3o invalidez \u00e0 hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>Essas duas teorias formuladas nas \u00faltimas d\u00e9cadas de 1800 por mais que j\u00e1 descartadas, ainda t\u00eam validade para alguns. Por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o mais bem aceitas dentro das vistas acad\u00eamicas, por motivos \u00f3bvios.<\/p>\n<p>As que tem mais respaldo hist\u00f3rico e que tem uma certa l\u00f3gica s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p><em>&#8211; Etrusca:<\/em>\u00a0diz que as runas teriam surgido do alfabeto do povo etrusco que vivia ao norte ib\u00e9rico e que eles teriam difundido-as pelos povos teut\u00f4nicos e posteriormente pelo resto da Europa. Em favor desta teoria tem a descoberta de diversos artefatos arqueol\u00f3gicos com s\u00edmbolos semelhantes \u00e0s runas gravados neles do s\u00e9culo IV AEC, al\u00e9m de outro or\u00e1culo inscrito em varetas com um sistema bastante semelhante ao r\u00fanico. Por mais que a semelhan\u00e7a de alguns s\u00edmbolos seja indiscut\u00edvel, o alfabeto etrusco ainda n\u00e3o foi compreendido nem decifrado, logo n\u00e3o se pode dizer que eles e as runas tem realmente uma liga\u00e7\u00e3o efetiva, apenas que houve um ponto de encontro.<\/p>\n<p><em>&#8211; Hallristinger:<\/em>\u00a0(mais aceita pelos historiadores acad\u00eamicos) tem como base a semelhan\u00e7a das runas com as inscri\u00e7\u00f5es rupestres datadas em 1300-800 AEC (Idade do Bronze e Ferro).<\/p>\n<p>Estas inscri\u00e7\u00f5es eram s\u00edmbolos religiosos provavelmente ligados a um xamanismo europeu primitivo. Os caracteres n\u00e3o deixam sobrar d\u00favidas de que est\u00e3o ligados a adora\u00e7\u00e3o ao Sol e ao Sagrado Feminino, al\u00e9m de ter a presen\u00e7a da famosa su\u00e1stica, s\u00edmbolo de fertilidade e que remete a fen\u00f4menos clim\u00e1ticos e astrol\u00f3gicos. Sobre o alfabeto Hallristinger pode-se deduzir que assim como as runas eles eram um sistema simb\u00f3lico para expressar a sabedoria e os mist\u00e9rios sagrados.<\/p>\n<p>Segundo a teoria, as runas teriam sido resultado de uma modifica\u00e7\u00e3o causada pelas v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es e transmigra\u00e7\u00f5es destes antigos s\u00edmbolos rupestres estacionado entre os etruscos e os teut\u00f4nicos onde conseguiram uma identidade pr\u00f3pria e se tornaram uma linguagem escrita \u2013 ainda mantendo toda a simbologia sagrada.<\/p>\n<p>Sob a \u00f3tica hist\u00f3rica, particularmente sou seguidor da \u00faltima teoria. Fazendo uma revis\u00e3o antropol\u00f3gica, a liga\u00e7\u00e3o entre as runas, seus portadores e usu\u00e1rios e o alfabeto que as originou tem uma linearidade mais convincente e prov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ainda podemos encontrar mais duas vis\u00f5es bastante difundidas. Classificadas como esot\u00e9ricas, estas teorias nos remetem a compreens\u00e3o de um outro mist\u00e9rio mundial. S\u00e3o representadas por dois grandiosos e bastante reconhecidos pesquisadores e run\u00f3logos: Guido Von List e Friedrich Berhnard Marby.<\/p>\n<p>As correntes esot\u00e9ricas afirmam que as runas sejam c\u00f3digos c\u00f3smicos que teriam sido herdados de uma cultura antediluviana de povos evolu\u00eddos que habitavam terra lend\u00e1rias.<\/p>\n<p>List defende que as runas teriam sido trazidas por sua concep\u00e7\u00e3o do que foram os arianos. \u00a0J\u00e1 Marby aponta que as runas vieram de Thule que afundou no Mar Norte h\u00e1 mil\u00eanios atr\u00e1s.<br \/>\nContinua&#8230;<\/p>\n<p><em>* Nota: uma corre\u00e7\u00e3o deve ser feita em rela\u00e7\u00e3o ao meu primeiro texto em que usei \u201cHeil\u201d. Escrevi a fon\u00e9tica ao inv\u00e9s da palavra correta. No mais, \u201cHail\u201d \u00e9 uma sauda\u00e7\u00e3o em alem\u00e3o.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hail!* E chega a nossa Sexta-Feira em honra \u00e0 Mardoll (Freyja) e suas runas! Como prometido, vou come\u00e7ar a explana\u00e7\u00e3o do que s\u00e3o runas sob a \u00f3tica hist\u00f3rica (registros, teorias e arqueologia) e a vis\u00e3o mitol\u00f3gica (Aesir e Wanen). Estas \u00faltimas ainda tem subdivis\u00f5es bastante interessantes que iremos explorar ao longo do tempo. 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