{"id":727,"date":"2015-05-30T23:11:13","date_gmt":"2015-05-31T02:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/oespelhonegro.com\/?p=727"},"modified":"2015-05-30T23:11:50","modified_gmt":"2015-05-31T02:11:50","slug":"massacre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oespelhonegro.com\/?p=727","title":{"rendered":"Massacre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-728\" src=\"https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bloody-chair.jpg\" alt=\"bloody-chair\" width=\"300\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bloody-chair.jpg 300w, https:\/\/oespelhonegro.com\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/bloody-chair-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um instante, a luz t\u00eanue doabajur, em cima damesma mesinha onde o vinho envenenado se derramara, se apagou. Eu fechei os olhos e me entreguei \u00e0 escurid\u00e3o do quarto, depois das p\u00e1lpebras. Havia um corpo sobre minha cama, havia sangue no meu ch\u00e3o e mais corpos pelos demais c\u00f4modos da casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vacilei em me levantar da velha cadeira de carvalho, mas ela ainda me chamava, com o mesmo desespero que ele morreu. Ainda tr\u00eamula revendo a cena da morte do assassino, eu coloquei for\u00e7as nas pernas bambas e me levantei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J\u00e1 vou, Gina! J\u00e1 vou!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corri escorregando pelas po\u00e7as de sangue, vi o corpo de Gerry e senti como se uma faca tivesse sido cravada em meu peito. Desci as escadas sem tocar no corrim\u00e3o evitando me sujar de mais sangue. E l\u00e1 estava Gina, t\u00e3o ensang\u00fcentada quanto eu, olhando para o corpo e roupas manchadas de um rubro forte e vivo. Joguei-me em seus bra\u00e7os e chorei como louca pela morte de todos. At\u00e9 que acordei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os len\u00e7\u00f3is de seda estavam j\u00e1 grudados em meu corpo por conta do excesso de suor. Aquilo me incomodava profundamente, me dava uma \u00e2nsia uma vontade de gritar e sair correndo, mas a pregui\u00e7a me deixava ainda presa nas pilastras da minha cama. Abri os olhos lentamente e o quarto ainda estava escuro, mas por detr\u00e1s das cortinas uma luz insistia em adentrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 era a terceira ou quarta vez que eu tinha o mesmo sonho. Mesmas cenas, mesmos rostos, mesma quantidade de sangue. Comentei isto com Don Felipe, j\u00e1 que o mesmo iria para a guerra, ele disse que era apenas uma impress\u00e3o minha ou medo que o meu noivo n\u00e3o voltasse s\u00e3o e salvo dos pontos de concentra\u00e7\u00e3o. Mas intimamente eu sabia que o meu sonho nada tinha a ver com isso. At\u00e9 porque nem era de suma import\u00e2ncia que ele voltasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u2026) Por um instante, a luz t\u00eanue doabajur, em cima damesma mesinha onde o vinho envenenado se derramara, se apagou. Eu fechei os olhos e me entreguei \u00e0 escurid\u00e3o do quarto, depois das p\u00e1lpebras. Havia um corpo sobre minha cama, havia sangue no meu ch\u00e3o e mais corpos pelos demais c\u00f4modos da casa. 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