Postado no RLS em 12/02/2012
Ouvi esta música pela primeira vez assim que comecei meus estudos pagãos. Ainda estava na fase da revista Wicca de Eddie Van Feu. Ainda estava começando a experimentar minhas raízes espirituais européias. Eis que me deparo com a banda Clannad e seu álbum Dúlaman. A banda se tornou oficialmente a primeira banda pagã que eu ouvi de forma consciente em toda minha vida. E foi um marco na minha Iniciação (morte e renascimento espiritual na bruxaria).
Anos depois, voltei a ouvir o Dúlaman e me lembrei desta canção. “Siúil a Rún” era uma das minhas favoritas além de “Dúlaman” e “Down By In The Sally Gardens”. Decidi pesquisar sua letã e eis que descubro um mistério fascinante e uma letra magnífica.
A canção não era composta pela Mary Black (vocalista) como eu pensava. Tratava-se de uma musica tradicional da Irlanda. Tão antiga que se especula que tenha sido escrita em meados de 1800. As referências ao tear, à venda de objetos para comprar uma espada… Foram versos serviram como base de especulação.
A certeza que se tem é que é uma das mais belas canções de amor. Conta a história de uma donzela apaixonada por um guerreiro que está partindo para a guerra. Ela versa seu amor, faz oferendas por ele e sacrifícios de seus bens em troca de um presente para o amado.
Na época que descobri o significado da música (assim como seu refrão em irlandês arcaico), descobri minha essência Wanen. Num ato de pura entrega ofereci esta canção ritualisticamente ao Povo que me acolheu novamente em seu seio…
Enfim… A música é linda.
Luan Silva