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Postado no RLS em 31/01/2011


 

Com um tiro de um útero divino, foi dada a largada.
Os Deuses fizeram suas apostas e as Nornas traçaram a trajetória.
Sem grito de dor, a mãe que nutriu-me com leite e vida
Me pôs a correr contra o tempo e contratempos.

Dei meu sangue em forma de suor,
Sopro da vida em forma de ofego
Para chegar onde estou.

Ultrapassei obstáculos inigualáveis,
Cacei e fui caçado e na caça vou pelo instinto.
Persisti, ganhei, triunfei e novamente corri.

Dei voltas em ciclos inacabados ao seu tempo.
Fiz curvas na velocidade da luz,
Todavia sem encontrá-la no fim do túnel.

Fiz do ímpeto, um passo; do passo, passada,
Da passada, corrida; da corrida, jornada.
Jornada, Caminho, Destino, Ponto de chegada.

Uma faixa com um troféu e um pódio.
Um túmulo à sete palmos e o abraço da mãe que agora eu nutro.
A vitória que faz um grito ecoar em todos os mundos.
Um impulso que pôs fim a busca na hora da partida e da chegada.


Luan Silva