Postado no RLS em 19/04/2012
a íris se vê às claras;
um grito ecoa no precipício ao peito;
unhas, garras, cascalhos ao chão mutilam suas carnes;
rastejando no áspero em busca da pureza ou do silêncio da dor;
a besta em prisão de acrílico atua num cárcere falso;
ondas de sal lhe lavam as chagas crônicas e sangrentas;
o cheiro doce tinge de vermelho vibrante as suas vísceras expostas ao sol;
e não é tortura, é liberdade;não é dor, são presságios, fantasmas, impressões quase nulas do que está por vir.
Luan Silva
